Protopenso em azul vazio
Para libertar a mente deste moedor
Mói dor
Mó de medo
Protopenso leves flores
Sem venenos ou espinhos
Brisa fresca no relvado
Inocentemente verde
Protopenso fugir desta rede
Sinto mais do que penso
Protopenso
Pedro Luiz Da Cas Viegas
Gravataí, 29/09/2012
domingo, 2 de dezembro de 2012
sábado, 1 de dezembro de 2012
A adega de dias perfeitos
Tema
recorrente
Avilóquios,
canilóquios
Dia
ensolarado
Vozes,
risos
Gentes
dormitam saciadas
Ressonam
profundamente
Adormecidas
no vazio
Tema
insistente
O
mesmo tema, sempre o mesmo
O
que haveria de mudar
Com
que poder
Com
que vontade
Alterar
eternidade?
Vai
aonde?
Vai à festa?
Festa
após festa
Após
festa e o que resta
Após
uma longa doce sesta
Acumulando
um currículo de horas festejadas
Acumulando
um montículo de horas bem gozadas
A
conclusão há de chegar curta e certa
O
tempo é destilado dos eventos
E
o sono o impregna de fermentos
Avinagrado,
o fim do dia engarrafado
Rotularei
mais um na minha adega
Mais
um litro deste vinho descarnado
Pedro
Luiz Da Cas Viegas
Porto
Alegre, janeiro 2003
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Maya
Crio.
Crio para o breve instante.
Sob a luz, crio sombras.
Na água, crio ondas.
Crio meus passos n'areia
E movimento no espaço.
Vibra no som que crio
Esta voz que logo calo.
E crio minha ilusão.
Minha doce esperança.
Crio minha memória
Destinada ao olvido.
Minha vida inteira,
Minha obra efêmera.
Meu breve instante.
Pedro Luiz Da Cas Viegas
Gravataí, 23/11/2012
Crio para o breve instante.
Sob a luz, crio sombras.
Na água, crio ondas.
Crio meus passos n'areia
E movimento no espaço.
Vibra no som que crio
Esta voz que logo calo.
E crio minha ilusão.
Minha doce esperança.
Crio minha memória
Destinada ao olvido.
Minha vida inteira,
Minha obra efêmera.
Meu breve instante.
Pedro Luiz Da Cas Viegas
Gravataí, 23/11/2012
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Indo para casa
Indo
para casa.
Indo
para casa esqueço os detalhes mínimos que ali encontro.
No
subúrbio matrizes gritam para as crias os gritos gritados a
gerações.
As
coisas paradas quase revelam minha vontade.
Milhares
ou centenas de milhares de latidos ociosos.
Panelas
e seus conteúdos fervem, quando há o que ferver.
Panelas
também podem se tornar ociosas.
O
trânsito é louco, enlouquece, flui na sua forma sólida, metálica,
emborrachada, sobre uma matriz asfáltica.
Flui
e pára incessante, dotado de vida própria.
Centenas
de muitos milhares de células em vias confusas, apertadas
entre
cinzas e avermelhados de prédios e nuvens carregadas de um ócio sem
chuva.
O
pensamento se torna ocioso nestes tórridos passos com cheiro de
fuligem do diesel.
Os
caminhos quase sempre se confundem embora sejam sempre os mesmos,
embora não existam outros.
Sinais
luminosos, sonoros, sinais pichados nas paredes, sinais de cansaço,
tédio, dúvida, esperança, felicidade.
Estou
quase chegando.
Logo
vou lembrar de algo.
Pedro Luiz Da Cas Viegas
Porto Alegre, 8/4/2004
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Randomatizes II
enquanto ouvindo música de caixilho de ouvido
à luz do lusco fusco renovando
quadrimoto, segue plenosexo à gaitada
em reviravolta: coitividas de meio em meio turno
em meio, ao sabor, emolduradamente
a turbilhões, a colmeias de enxames (quantas, quantas)
cascatarias de concordantes margaridas
e seus pólens e estames e estigmas
oh meu ser, o que seria desta luz
sem os meus olhos a ver obra toda esta
pulsa à flor daquela pele
e tão profunda - mente - pulsa
que és parte plena
de tudo algo e convulsa
Pedro Luiz Da Cas Viegas
29 de outubro de 2012
à luz do lusco fusco renovando
quadrimoto, segue plenosexo à gaitada
em reviravolta: coitividas de meio em meio turno
em meio, ao sabor, emolduradamente
a turbilhões, a colmeias de enxames (quantas, quantas)
cascatarias de concordantes margaridas
e seus pólens e estames e estigmas
oh meu ser, o que seria desta luz
sem os meus olhos a ver obra toda esta
pulsa à flor daquela pele
e tão profunda - mente - pulsa
que és parte plena
de tudo algo e convulsa
Pedro Luiz Da Cas Viegas
29 de outubro de 2012
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quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Verdade
A verdade.
A verdade e suas lâminas.
A verdade e suas pétalas.
Andar no fio da verdade.
Verdade
Mal te quero
Bem te quero.Pedro Luiz Da Cas Viegas
Porto Alegre, 18 de outubro de 2012
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Fuga chuvaz
Chuva para embalar sonos
Sonos para afastar
Afastar qualquer coisa
Coisa da qual se fuja
Fugindo da chuva
Chovendo na fuga
Fuga chuvosa
Chuva fugaz
Chuva fugosa
Fuga chuvaz
Pedro Luiz Da Cas Viegas
Porto Alegre, 04/09/2001
Sonos para afastar
Afastar qualquer coisa
Coisa da qual se fuja
Fugindo da chuva
Chovendo na fuga
Fuga chuvosa
Chuva fugaz
Chuva fugosa
Fuga chuvaz
Pedro Luiz Da Cas Viegas
Porto Alegre, 04/09/2001
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Coincidência
Benditos frutos que brotam
De casa em casa
Da urbe, locais de dormir.
E os frutos se mostram
De casa em casa
Após tanto tempo,
Na urbe, locais de sorrir.
Sonhos e frutos na urbe
Sob o céu cinza.
Os dias, as falas, os passos
Na urbe, seja onde for,
Serão sempre os mesmos
Os dias, falas e passos,
Os frutos, sonhos e sonos,
Beijos, risos e vozes,
Deslocamentos.
Deslouco, percorro,
Distância ocorrida
E tudo eu vejo e ouço
De um ângulo de tantos
Guardado na urbe,
Num canto.
Eu, eu, eu. Sou o conteúdo,
Conteúdo que transporto,
Não importa a distância,
A altura ou velocidade.
Aqui, lá, acolá, e mais adiante,
Serei eu, eu, sempre eu
Minha carga,
Minhas tendências,
Meu próprio silêncio.
Serei eu, eu, sempre eu.
O meu próprio medo.
Não importa o templo,
A beleza da urbe, o tempo.
Serei eu, eu, sempre eu
O meu próprio consolo.
E tu serás, talvez,
Serás talvez sempre espelho,
Não importa onde estejas,
Do que eu possa ser,
Do que eu deva ser,
Do que eu me conceba,
Do que pudesse ser concebido,
Uma grande, completa e estranha
Coincidência.
Pedro Viegas
Porto Alegre, 16/março/2003
De casa em casa
Da urbe, locais de dormir.
E os frutos se mostram
De casa em casa
Após tanto tempo,
Na urbe, locais de sorrir.
Sonhos e frutos na urbe
Sob o céu cinza.
Os dias, as falas, os passos
Na urbe, seja onde for,
Serão sempre os mesmos
Os dias, falas e passos,
Os frutos, sonhos e sonos,
Beijos, risos e vozes,
Deslocamentos.
Deslouco, percorro,
Distância ocorrida
E tudo eu vejo e ouço
De um ângulo de tantos
Guardado na urbe,
Num canto.
Eu, eu, eu. Sou o conteúdo,
Conteúdo que transporto,
Não importa a distância,
A altura ou velocidade.
Aqui, lá, acolá, e mais adiante,
Serei eu, eu, sempre eu
Minha carga,
Minhas tendências,
Meu próprio silêncio.
Serei eu, eu, sempre eu.
O meu próprio medo.
Não importa o templo,
A beleza da urbe, o tempo.
Serei eu, eu, sempre eu
O meu próprio consolo.
E tu serás, talvez,
Serás talvez sempre espelho,
Não importa onde estejas,
Do que eu possa ser,
Do que eu deva ser,
Do que eu me conceba,
Do que pudesse ser concebido,
Uma grande, completa e estranha
Coincidência.
Pedro Viegas
Porto Alegre, 16/março/2003
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Luta
Luto contra ninguém
E ninguém me vence
Com certeiros golpes.
Procuro me esquivar
Mas ninguém é mais rápido.
Acerta-me um e mais outro
Golpe em seqüência dorida.
Luto contra ninguém
E ninguém me convence
De que estou a perder
Para minha própria sombra.
Pedro Luiz Da Cas Viegas
Gravataí, 10 de setembro de 2012
E ninguém me vence
Com certeiros golpes.
Procuro me esquivar
Mas ninguém é mais rápido.
Acerta-me um e mais outro
Golpe em seqüência dorida.
Luto contra ninguém
E ninguém me convence
De que estou a perder
Para minha própria sombra.
Pedro Luiz Da Cas Viegas
Gravataí, 10 de setembro de 2012
sábado, 25 de agosto de 2012
Arrasa-me
Pesquiso,
busco,
brusco,
preciso
Rastreio
em banda larga
Rastreio
meu rastro estreito
Desconectado
mesmo pesquiso
A
razão destas fases
Tantas
fases de fases
Pesquiso
as tuas
E
ouço adentro ouvido
Tuas
frases, teu contato
E
pesquiso, busco, penso
O
sentido que me fazes
A
falta que me trazes
Contata-me
E
então me arrases
Pedro Luiz Da Cas Viegas
Porto Alegre, maio, 2004
Amoramaro
A mordo amor Com todos dentes Dentes cheios, Damor tecidos Carnes amornas, Carnes, sentes? Abandonado amorfismo dos sentidos Ameno amar Amarameno Amor amaro Amargo destilado dos desejos
Pedro Luiz Da Cas Viegas
Porto Alegre, 20/ 02/ 2003
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Inspiração
Gota n'água que faltava.
Vertente de ver-te, reflexo
Concêntrico centrado que mira o foco.
Sabor difunde, cala, maltrata,
Encerra, engloba, mira flores famintas,
Enche bocas, palavras e versos.
Verbos em silêncios.
Versos em murmúrios.
Verbos em altíssonos.
Versos aos gritos
Emergem das águas profundas.
Algum leviatã inspirado.
Pedro Luiz Da Cas Viegas
Gravataí, 09 - 11/08/2012
Vertente de ver-te, reflexo
Concêntrico centrado que mira o foco.
Sabor difunde, cala, maltrata,
Encerra, engloba, mira flores famintas,
Enche bocas, palavras e versos.
Verbos em silêncios.
Versos em murmúrios.
Verbos em altíssonos.
Versos aos gritos
Emergem das águas profundas.
Algum leviatã inspirado.
Pedro Luiz Da Cas Viegas
Gravataí, 09 - 11/08/2012
Composição
brotam coisas da terra dando graças aos céus o vento quer dizer algo o zinco solto retruca vento, poeira, móveis cansados concreto dormente sussurram luzes perdidas quadros desbotados de palavras soltas brotam bolores destilados de horas pedro luiz da cas viegas
porto alegre, 24 de outubro de 2004
Elixir
Meu mundinho paralelo.
Não conheço o que conheces
Não conheço tuas dores
Desculpa se sou distante.
Reconheço, sou disléxico
Para coisas de emoção
Mas tenho um coração
Que quer sair do letargo.
Quisera tomar um trago
De saudável elixir
De fazer brilhar a alma
Iluminando o existir.
Preciso de um ensejo
Preciso de um contato
Quem sabe com o seu beijo
Desperto, renovo de fato.
Ainda resta esperança
A vida é uma criança.
Pedro Luiz Da Cas Viegas
Gravataí, 10 de agosto de 2012.
Não conheço o que conheces
Não conheço tuas dores
Desculpa se sou distante.
Reconheço, sou disléxico
Para coisas de emoção
Mas tenho um coração
Que quer sair do letargo.
Quisera tomar um trago
De saudável elixir
De fazer brilhar a alma
Iluminando o existir.
Preciso de um ensejo
Preciso de um contato
Quem sabe com o seu beijo
Desperto, renovo de fato.
Ainda resta esperança
A vida é uma criança.
Pedro Luiz Da Cas Viegas
Gravataí, 10 de agosto de 2012.
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Estrelamentos
Há coisas no ar...
Labaredas lambem o láparo
Sob estrelas de colostro enquanto
O lobo leva o lábaro estrelado.
E lépida lesma lavra a losna
No atulhamento do vaso.
Raízes tramam agregados
No degredo de uma terra
Sob céus azuis austrais.
Estrelamentos são possíveis,
Tudo é possível, arcos sem íris,
Gostar sem desejo: Eis o segredo da paz
Nessas águas revoltas.
Pedro Luiz Da Cas Viegas
Gravataí, 10/08/2012
Labaredas lambem o láparo
Sob estrelas de colostro enquanto
O lobo leva o lábaro estrelado.
E lépida lesma lavra a losna
No atulhamento do vaso.
Raízes tramam agregados
No degredo de uma terra
Sob céus azuis austrais.
Estrelamentos são possíveis,
Tudo é possível, arcos sem íris,
Gostar sem desejo: Eis o segredo da paz
Nessas águas revoltas.
Pedro Luiz Da Cas Viegas
Gravataí, 10/08/2012
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Endogenia I
enchi um pote com pedras roladas lá da barranca fiz o fogo na macega e guardei a cinza branca risquei teu nome na poeira que se fez sobre a estante rasguei a roupa na farpa do aramado lá da estância andei bastante, cansei inútil tanta distância sem onde se ter chegado olhei o tigre e o urso que nada sabem de reis e o cachorro amigados e vi ratos e baratas lutando silenciosos enchi um pote com pedras de lugares preciosos esperei tua resposta sem que houvesse pergunta lembrei dos meus bois da canga e me fiz parte da junta pedro luiz da cas viegas
porto alegre, 23 de oububro de 2004
Morno amor adorno
Amor
Morno amor
Amorno
Amornece o fogo dos meus dias
Arrefece
Transparece, transfigura
Engana e mutila
A razão desfigurada
Que este amor adorna
Pedro Luiz Da Cas Viegas
Porto Alegre, 19-02-2003
Morno amor
Amorno
Amornece o fogo dos meus dias
Arrefece
Transparece, transfigura
Engana e mutila
A razão desfigurada
Que este amor adorna
Pedro Luiz Da Cas Viegas
Porto Alegre, 19-02-2003
sábado, 28 de julho de 2012
Estireno
Plastifólios. As gotas rolam livres.
Ar quasiplexo desfeito no borborigmo.
Leveza maior que a do algodão adocicado
Girando e o vento levando a bola de cor salteada.
Que memória clara e que movimentos.
Traços livres pensam moldado algo que vem,
Na semana, no fim de semana,
Um vaso velho
Arranhado ou semi quebrado,
Cola tudo, nem é possível.
Tecido, tem sido difícil,
Ter sido sarcástico,
De madeira, de carne,
De plástico.
Pedro Luiz Da Cas Viegas
Ar quasiplexo desfeito no borborigmo.
Leveza maior que a do algodão adocicado
Girando e o vento levando a bola de cor salteada.
Que memória clara e que movimentos.
Traços livres pensam moldado algo que vem,
Na semana, no fim de semana,
Um vaso velho
Arranhado ou semi quebrado,
Cola tudo, nem é possível.
Tecido, tem sido difícil,
Ter sido sarcástico,
De madeira, de carne,
De plástico.
Pedro Luiz Da Cas Viegas
Indecorosa
Flor na minha tela
Indecorosa
Mente delicada
Pensa flora
Enquanto a miro tenso
Indecorosa
Mente delicada
Pensa flora
Enquanto a miro tenso
A imagino
Coisa nova, tez do pêssego
Então a despetalo
Na minha retina
Pedro Luiz Da Cas Viegas
Gravataí, 01/03/2012
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