Mostrando postagens com marcador poesia leve. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poesia leve. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Levíssimo incenso


Não estou tranquilo. Passa o dia irremediável.
Apesar dessa doçura, apesar dessa leveza
      envolvente em tudo, ainda assim
não estou tranquilo.

Essa leveza de coisa que evapora. Essa doçura
      dissolvida no silêncio.
Não estou tranquilo.
-É a vida que docemente se esvai como levíssimo incenso.
Pedro Luiz Da Cas Viegas
Gravataí, 14/03/2013 - 17/04/2013

sábado, 2 de março de 2013

Luz

A luz do poente contra as vidraças
Reflete nesta sala uma cor dourada.
Na água que bebo sorvo dessa luz
E sinto luminoso sabor de vida,
Essa vida que correu entre estrelas,
Escorreu entre as vidraças,
Alcançou a minha água
Iluminou meu paladar
E foi-se em gotas de ocaso.



Pedro Luiz Da Cas Viegas
Gravataí,      03/03/2013

domingo, 2 de dezembro de 2012

Protopenso

Protopenso em azul vazio
Para libertar a mente deste moedor
Mói dor
Mó de medo

Protopenso leves flores
Sem venenos ou espinhos
Brisa fresca no relvado
Inocentemente verde
Protopenso fugir desta rede

Sinto mais do que penso
Protopenso



Pedro Luiz Da Cas Viegas
Gravataí, 29/09/2012

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Fuga chuvaz

Chuva para embalar sonos 
Sonos para afastar 
Afastar qualquer coisa 
Coisa da qual se fuja 
Fugindo da chuva 
Chovendo na fuga 
Fuga chuvosa 
Chuva fugaz 
Chuva fugosa
Fuga chuvaz 


Pedro Luiz Da Cas Viegas 
Porto Alegre, 04/09/2001

terça-feira, 24 de julho de 2012

Tergiversos

Oh minha paixão...
Não há como ser épico.
Meus versos, tergiversos,
Falam do vento,
Canções sem acordes,
Moinhos e giros,
Pipas no alto
Catando azul.

E, nos céus de Cabul
Ou qualquer cidade,
Que a brisa guarde
O segredo da flor
Que guardei para ti.

 


Pedro Luiz Da Cas Viegas
Gravataí, 27/06/2012

















segunda-feira, 23 de julho de 2012

Uma gota

Aromas, cantigas de roda
Sorrisos dispersos no meio
Claves de sois poentes
E luas cheias de tudo.

Chakras expostos na areia
E um coração de cigarra.
Uma gota de azul
Do azul desse céu

De incenso tão leve
De tão leve intenso
Quero provar ao fim do calor
E da luz deste dia

Para levar a um sonho.


Pedro Luiz Da Cas Viegas
Gravataí, 29/06/2012

Ilha

Porção de mim 
Cercado de teus cuidados
De todos os lados

Isolado do mundo
Esquecido de mim
Não mais te vejo ou ouço


Um mar vazio
Ou cheio de algo que nos é estranho
Ocupa o espaço que antes era somente teu


Precisamos de uma garrafa
E algumas mensagens
Para fazer uma grande travessia

E trazer de volta ao contato nossas orlas
E preencher com nossas vidas as águas desses mares


Pedro Luiz Da Cas Viegas 
Gravataí, 09/07/2012 – 20/07/2012

Dança



Densa dança que condensa
Intensa chama desses passos
Tão leves quanto os olhares
Mais leves que os espaços.

As dimensões de um cosmos
Cria e trama em compassos.
Avança e traça segundos
Feitos de tons e matizes.

E nessa luz te encontro
Fazemos parte do drama.
Sou sua cor, movimento

E és tu que me conduzes
Por estes tempos que ardem
Entre risos, fogos e luzes.


Pedro Luiz Da Cas Viegas
Gravataí, 10/07/2012

domingo, 22 de julho de 2012

Segredo

Concha. Refúgio da ostra
Solidão nacarada
No seio do mar.

Ostra. Abraças, proteges,
A riqueza da tua dor.

Mergulharei nessas águas,
Buscarei teu segredo
Para que brilhes ao sol.



Pedro Luiz Da Cas Viegas. 
Gravataí, 04-22/07/2012