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domingo, 22 de julho de 2012

Segredo

Concha. Refúgio da ostra
Solidão nacarada
No seio do mar.

Ostra. Abraças, proteges,
A riqueza da tua dor.

Mergulharei nessas águas,
Buscarei teu segredo
Para que brilhes ao sol.



Pedro Luiz Da Cas Viegas. 
Gravataí, 04-22/07/2012







sábado, 21 de julho de 2012

Randomatizes

Azeite e vinagre de vinho velho…
Classe nitrato, bass reflex, aracnoide.
Detrito latifólio no chão da mata.
Flato neutro, parada para ouvir:

O dom de Brahma, a rapsódia dos blastos.
Croma: divindade magnificada na aberrância.
Tecla em lata, batucada com lua de catraca e batente
E, domo de ronda, desopilo bronco desatado.

Segue teste adiante, acuidade na hipótese
De blasfêmia, gota aguda no tapume do zimbório.
Caiu uma ultra anágua, vejo vassoura, som na calçada:
Vendendo acelga, vai bacuri, Uiraquitã, vai!


Pedro Luiz Da Cas Viegas
Porto Alegre, 27 de outubro de 2004

Eternos

Plástico, concreto, asfalto,
Fibra de vidro, velhas estrelas.
O céu está quieto.
Ebulem dias no outro lado do mundo.
Ainda ouço os latidos de outrora.

Os velhos latidos 
Agora são novos, os mesmos,
Eternos.


Pedro Luiz Da Cas Viegas
Gravataí, 14/03/2012